O pré-candidato do PMDB à Presidência, Anthony Garotinho, iniciou hoje, por tempo indeterminado, uma greve de fome em protesto contra o que chamou de "perseguição", ao se referir às denúncias de repasse de verbas do governo do Rio de Janeiro.
A decisão de Garotinho foi anunciada à imprensa, num pronunciamento feito na sede do diretório regional do PMDB do Rio de Janeiro. Ele estava ao lado da governadora Rosinha Garotinho e de militantes do partido. Logo após o pronunciamento, Garotinho começou a greve de fome que será acompanhada por uma equipe médica.
O ex-governador acusa a mídia, o sistema financeiro e o governo Lula de patrocinarem uma campanha para tentar "desconstruir a sua imagem como administrador e homem público".
Garotinho pede que seja instituída uma supervisão internacional no processo político-eleitoral brasileiro, assegurando a igualdade de tratamento a todos os candidatos. Ele disse que só suspenderá o protesto quando os veículos de comunicação lhe proporcionarem espaço para que "a população conheça a verdade dos fatos".
Garotinho é acusado de receber verbas de pré-campanha de instituições que prestam serviços para o governo do Estado do Rio de Janeiro.

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