Fulminado pela pressão de aliados fiéis, o governador Germano Rigotto já trata nos bastidores da campanha à reeleição. De acordo com auxiliares, Rigotto pretende ganhar tempo e evitar ao máximo o confronto direto com o PT. Na manhã da última sexta-feira, Rigotto passou duas horas discutindo a candidatura com o senador Pedro Simon. Encerrados no gabinete de Rigotto no Palácio Piratini, eles avaliaram que o partido corre um risco muito grande caso lance outro candidato ao governo do Estado. Simon argumentou que somente o governador é capaz de manter o PMDB unido e derrotar o PT.

Por enquanto, Simon é o único interlocutor de Rigotto quando o assunto é a reeleição. Uma onda de intrigas, que estaria partindo de virtuais candidatos à sucessão estadual incomoda o governador. Ele teme que o lançamento de candidaturas paralelas abram um flanco para o avanço do petista Olívio Dutra. Para conter a pressão dentro do próprio partido, o governador escolheu o caminho do silêncio. Não revela nem para políticos próximos suas reais intenções. A estratégia causa embaraço até entre alguns amigos.
- Ele está atrasando demais o processo. Se ao menos dissesse para um de nós o que está pensando, o pessoal ficaria mais tranqüilo - afirma, intrigado, um dos postulantes ao Piratini.

Apesar de estar disposto a ceder à insistência de Simon, Rigotto quer garantias de que terá aliados de peso na campanha. Para tanto, manteve nomes de partidos aliados em postos-chave da administração estadual. Seu primeiro alvo é o PTB, cortejado para indicar o vice na chapa à reeleição. As negociações com o partido do senador Sérgio Zambiasi ainda não foram formalizadas, mas serão decisivas para o anúncio da candidatura. O presidente do PTB no Estado, deputado Edir Oliveira, é o porta-voz da sigla no diálogo.
- A prioridade neste momento é consolidar a coligação. O PTB não vai em busca de cargos, mas tem o direito ser protagonista - argumenta Zambiasi.

Fonte: ClicRBS

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