Por Políbio Braga, em seu saite:
Você já deve ter percebido, distinto leitor, que um silêncio ensurdecedor do PT local está dominando a cena política gaúcha. Os principais líderes petistas guascas não abrem a boca, as estrelas do PT sumiram das vidraças dos carros e das janelas, as bandeirinhas foram enroladas e guardadas nos mais soturnos porões e até os escrivinhadores alinhados com o Partido, tipo Luiz Fernando Veríssimo, tomaram chá de sumiço. Ainda permanecem invictos dois ou três bufões que teimam em frequentar a mídia para repetir os patéticos passos da doida dança inventada pela deputada Angela Guadagnin. São fugitivos de si mesmos. A idéia é a velha manobra de não mexer para não feder, sumir para não ser lembrado, desviar de assunto e dar tempo ao tempo para que tudo seja esquecido. Caso estivesse viva a atormentada comunista espanhola La Pasionaria, seria o caso de repetir com outras palavras o grito de guerra anti-franquista: “Não esqueceremos !”. La Pasionaria, diante das barricadas, preferiu o mais correto “No passarán !”. A maioria vai passar, mas no RS, pelo menos três raposas felpudas petistas foram investigadas, processadas e premiadas com um acordo, depois que confessaram ter recebido R$ 1,05 milhão de dinheiro sujo do Valerioduto. Obedientes à ommetá, a lei do silêncio dos mafiosos italianos, Davi Stival, Marcelino Pies e Marcos Trindade não abriram o jogo, sequer para identificar o destino da roubalheira, que pode ter sido a campanha de Tarso Genro para governador do RS.

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