Se as eleições para o governo de São Paulo fossem hoje, o tucano José Serra venceria no primeiro turno a disputa em qualquer cenário, segundo aponta pesquisa Datafolha. O levantamento indica ainda que Serra cresceu na preferência do eleitorado depois de renunciar à Prefeitura, contrariando a expectativa e a aposta da tropa de choque do papelucho.
No cenário em que Marta Suplicy (PT), Orestes Quércia (PMDB) e Paulo Maluf (PP) disputam, o tucano atinge 55%, a petista fica com 17%, o peemedebista, com 8%, e o ex-prefeito do PP, com 4%.
Trocando-se Marta por Aloizio Mercadante, Serra vai a 57%, o petista fica com 13%, e Quércia obtém 9%. Se o ex-governador não disputar, Serra alcança 61% contra Marta (20%) e 63% contra Mercadante (16%).
Num eventual segundo turno, o candidato do PSDB esmagaria Marta (65% a 27%) e Mercadante (69% a 22%).
Contra Quércia, seriam 71% contra 18%.
Rejeição — Em tempos em que está em alta o critério do potencial de crescimento, talvez o PT deva pensar melhor se Marta é a melhor alternativa. Se seu desempenho eleitoral é melhor, a rejeição a seu nome é um sinal de advertência: nada menos de 30% dos paulistas dizem que não votariam nela de jeito nenhum.
A de Mercadante é menos da metade: 14%. Serra é rejeitado por apenas 12%. Maluf é o campeão nesse quesito: 60% não querem saber dele. Com 28%, Quércia está tecnicamente empatado com Marta no quesito negativo, mas o mais provável é que ela seja rejeitada por mais gente.
Papelucho ridículo
— O único cenário que permite uma comparação com o Datafolha anterior é um em que a candidata petista é Marta, sem Maluf na lista. Nesse caso, Quércia encolheu de 15% para 11%; Marta cresceu de 14% para 19%, e Serra saltou de 50% para 56%.
Está provado: quem queria Serra colado à cadeira da Prefeitura também queria Marta governadora de São Paulo, mas não tinha coragem de confessar. Os eleitores pensam outra coisa e revogaram aquele papelucho ridículo.
Fonte: Primeira Leitura

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