O governo Lula experimenta mais um movimento da gangorra.

Esteve embaixo no segundo semestre do ano passado quando o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) detonou o escândalo do mensalão. Aproveitou o recesso do fim do ano e uma safra de boas notícias na área econômica para voltar a subir.

A quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, a demissão do ex-ministro Antonio Palocci e a aprovação, ontem, do relatório final da CPI dos Correios empurram o governo novamente para baixo.

As próximas eleições ocorrerão sob o signo do mensalão – e não do caixa 2 de campanha como preferiam o PT e o governo.

No segundo semestre do ano passado, ao cassar o mandato de Jefferson, a Câmara dos Deputados acatou o argumento de que o mensalão não existira.

O relatório do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) afirma que o mensalão existiu, sim. E que foi alimentado, em parte, por recursos públicos.

Poucas horas depois do relatório ter sido aprovado por 17 votos contra 4, a Câmara absolveu o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), acusado de ter recebido R$ 50 mil de Marcos Valério.

Incoerência?

Não peçam coerência aos políticos. Peçam a devolução do seu voto.

Fonte: Blog do Noblat

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