Sob o impacto da nova pesquisa Datafolha (leia o resultado abaixo), a oposição decidiu intensificar a artilharia contra Lula no Congresso. PSDB e PFL escolheram como trincheira a CPI do Fim do Mundo, como é chamada a comissão dos Bingos. Discute-se secretamente a idéia de acomodar no banco da CPI ninguém menos que o filho de Lula, Fábio Luís, sócio da Gamecorp, beneficiária de repasses de R$ 15 milhões da empresa de telefonia Telemar.
Lulinha é tratado pela oposição como uma espécie de último trunfo. Em público, tucanos e pefelistas afirmam que ainda não estão convencidos da necessidade de arrastar o filho do presidente da República para a CPI. Privadamente, discutem a melhor data para adotar a providência. Avaliam que o mais conveniente é retardar a convocação para a fase final da CPI.
A comissão do Apocalipse deveria terminar no dia 25 de abril. Porém, numa manobra que o governo mostrou-se incapaz de evitar, a oposição conseguiu prorrogar o suplício de Lula até 27 de junho. O objetivo não foi senão o de manter aberta no Congresso uma casamata para alvejar Lula e seu governo até o meio do ano, quando o presidente pretende assumir formalmente a sua condição de candidato à reeleição.
Em diálogo com um amigo, o senador Antonio Carlos Magalhães, membro titular da CPI, mostrou-se convencido de que a oposição dispõe de bala para convocar Lulinha. Previu que, num placar apertado, haveria empate de sete a sete na comissão. Neste caso, caberia ao presidente da CPI, Efraim Moraes (PFL-PB), proferir o voto minerva, desempatando a causa em favor da oposição.
Lula já farejou o cheiro de queimado. Há cerca de 15 dias, teve um diálogo telefônico com o governador da Paraíba, o Estado do presidente da CPI. Apelando para a influência do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) sobre a bancada paraibana, pediu-lhe que intercedesse junto a Efraim Moraes. Não se sabe se Cunha Lima deu ouvidos ao pedido de Lula. O fato concreto é que o furor oposicionista de Efraim não recuou um milímetro.
Antes de evoluir para a convocação de Lulinha, a CPI deseja priorizar dois alvos, ambos vinculados a Lula: Paulo Okamotto e Roberto Teixeira, respectivamente amigo e compadre do presidente da República. Efraim enviará ao STF, nos próximos dias, documento com “novos elementos” para tentar derrubar a liminar que impediu a quebra do sigilo bancário de Okamotto.
Quanto a Roberto Teixeira, pretende-se aprofundar as investigações acerca de suposto esquema que o compadre de Lula teria montado para desviar recursos de prefeituras petistas no interior de São Paulo. As acusações, formuladas pelo ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau, envolvem também Okamotto.
Aconselhado pelo ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), o governo optou por contornar a desvantagem numérica que amarga na CPI dos Bingos recorrendo ao STF. Assim como foi feito com a quebra de sigilo de Okamotto, a eventual convocação de Fábio Luis será questionada no Supremo, sob o argumento de que os negócios da firma do filho do presidente nada têm a ver com o objeto da CPI.
Lulinha é tratado pela oposição como uma espécie de último trunfo. Em público, tucanos e pefelistas afirmam que ainda não estão convencidos da necessidade de arrastar o filho do presidente da República para a CPI. Privadamente, discutem a melhor data para adotar a providência. Avaliam que o mais conveniente é retardar a convocação para a fase final da CPI.
A comissão do Apocalipse deveria terminar no dia 25 de abril. Porém, numa manobra que o governo mostrou-se incapaz de evitar, a oposição conseguiu prorrogar o suplício de Lula até 27 de junho. O objetivo não foi senão o de manter aberta no Congresso uma casamata para alvejar Lula e seu governo até o meio do ano, quando o presidente pretende assumir formalmente a sua condição de candidato à reeleição.
Em diálogo com um amigo, o senador Antonio Carlos Magalhães, membro titular da CPI, mostrou-se convencido de que a oposição dispõe de bala para convocar Lulinha. Previu que, num placar apertado, haveria empate de sete a sete na comissão. Neste caso, caberia ao presidente da CPI, Efraim Moraes (PFL-PB), proferir o voto minerva, desempatando a causa em favor da oposição.
Lula já farejou o cheiro de queimado. Há cerca de 15 dias, teve um diálogo telefônico com o governador da Paraíba, o Estado do presidente da CPI. Apelando para a influência do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) sobre a bancada paraibana, pediu-lhe que intercedesse junto a Efraim Moraes. Não se sabe se Cunha Lima deu ouvidos ao pedido de Lula. O fato concreto é que o furor oposicionista de Efraim não recuou um milímetro.
Antes de evoluir para a convocação de Lulinha, a CPI deseja priorizar dois alvos, ambos vinculados a Lula: Paulo Okamotto e Roberto Teixeira, respectivamente amigo e compadre do presidente da República. Efraim enviará ao STF, nos próximos dias, documento com “novos elementos” para tentar derrubar a liminar que impediu a quebra do sigilo bancário de Okamotto.
Quanto a Roberto Teixeira, pretende-se aprofundar as investigações acerca de suposto esquema que o compadre de Lula teria montado para desviar recursos de prefeituras petistas no interior de São Paulo. As acusações, formuladas pelo ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau, envolvem também Okamotto.
Aconselhado pelo ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), o governo optou por contornar a desvantagem numérica que amarga na CPI dos Bingos recorrendo ao STF. Assim como foi feito com a quebra de sigilo de Okamotto, a eventual convocação de Fábio Luis será questionada no Supremo, sob o argumento de que os negócios da firma do filho do presidente nada têm a ver com o objeto da CPI.