Foi inaceitável a decisão do secretário municipal César Busatto de convidar a ONG neopetista Camp para mediar os debates do 1o Seminário Municipal sobre Catadores de Resíduos Recicláveis (papeleiros). Busatto tentou se explicar ao site VideVersus, mas não teve êxito. O objetivo oculto de Busatto pode ser o de envolver politicamente a “aguerrida” alcatéia petista, contendo-lhe os dentes, mas se isto é verdade, apostou errado.
A Camp foi criada por petistas fundamentalistas guascos, entre os quais o ex-secretário de Segurança de Olívio, Lauro Magnano, seu atual presidente, além de notórios censores de jornalistas locais, no caso os srs. Guaraci Cunha e Laerte Méliga. A lista inclui Davi Stival, o presidente do PT que teve que fazer acordo em juízo para não ser condenado no processo como mensaleiro do Valerioduto.
O PT gaúcho está envolvido há 16 anos com os empreiteiros do lixo. Sua experiência na área – e das ONGs que por ele são aparelhadas – deixou um rastro de escândalos. Os casos dos prefeitos assassinados Celso Daniel e Toninho do PT são dois exemplos. No RS, Darci Campani, que dominou a sesmaria do DMLU durante 13 dos 16 anos da dinastia do PT, foi condenado a devolver R$ 1 milhão aos cofres públicos. O ex-prefeito Olívio Dutra comprou no afogadilho uma usina de lixo hospitalar que jamais foi instalada e apodrece na zona Sul.
Por trás de tudo isto está um contrato bilionário de R$ 600 milhões, que será objeto da licitação que o DMLU abrirá ainda este ano em Porto Alegre, contemplando todas as áreas dos serviços de lixo de Porto Alegre.
Ninguém consegue saber porque o prefeito José Fogaça resolveu atribuir ao diretor Geral do Dmlu o papel de rainha da Inglaterra nesse processo de licitação de R$ 600 milhões da área de serviços de lixo.
O secretário José Busatto assumiu a liderança do processo e não larga o osso.
Fonte: Políbio Braga

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