De Marta Salomon na Folha de S. Paulo, hoje:

"As teses de defesa dos dois principais personagens envolvidos na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa na CEF (Caixa Econômica Federal) combinam-se, salvo uma ou outra lacuna, para produzir uma versão com começo e fim indefinidos para o episódio - mas que já é contestada pela Polícia Federal.

José Roberto Batochio e Alberto Toron, respectivamente os advogados contratados para defender o ex-ministro Antonio Palocci Filho e o ex-presidente da CEF Jorge Mattoso, sustentam argumentação destinada a poupar seus clientes: ninguém foi responsável nem pela ordem de violar o sigilo bancário de Francenildo nem pelo vazamento das informações.

Os advogados afirmam que a ação de seus clientes no episódio se deu nos limites do cumprimento de uma rotina burocrática, ou seja, nem sequer teria havido violação do sigilo, mas uma simples verificação de dados bancários para confirmar a suspeita de que Francenildo Costa teria sido pago para testemunhar contra Palocci."

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