Conforme escreve o jornalista Políbio Braga em seu site, "o governador gaúcho Germano Rigotto está sofrendo porque não consegue dominar os seus demônios. Ele não quer mais governar o RS (um segundo mandato) mas sabe que deve obrigações aos seus companheiros. Afinal de contas, eles o acompanharam até o desfecho final da sua pré-campanha no PMDB. Desde que voltou de Brasília com uma vitória moral e uma derrota política, o governador parece um homem amargurado e aquilo que lhe corrói as entranhas da alma está transparecendo nas suas ações e nos seus discursos. A foto do seu estado de ânimo pode ser percebida no flagrante do novo secretariado. Ali está evidente que não era isto que ele queria. Rigotto nunca escondeu que não desejava um segundo mandato e que é contra o instituto da reeleição. É uma posição sincera. O nó político para Rigotto e para o PMDB é que o tempo trabalha contra ambos. Do jeito que o mundo caminha, ambos passarão a beber cafezinho frio, perderão pontos precisos nas intenções de votos e ficarão sem opção na sucessão. Além de tudo, senhores, convenhamos, o estado das contas públicas do governo estadual só pode entusiasmar três tipos de políticos: 1) o visionário que aposta tudo no seu taco. 2) um maluco que não se dá conta do que ocorre. 3) o ignorante que não consegue compreender o que está acontecendo. "