Por Catia Seabra, na Folha de S.Paulo deste domingo:
“Neste ano eleitoral, a coordenação política do governo estará em mãos nem sempre bem articuladas. Dono de voz mansa e fala pausada, o novo ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, é capaz de gestos tão ásperos que coleciona desafetos dentro do próprio PT. Nos quatro meses em que esteve à frente do partido, entrou em choque com correligionários ao liderar campanha pela refundação da sigla e impor a exclusão dos mensaleiros da chapa do Campo Majoritário como condição para ser candidato a presidente do PT. Perdeu. (...) Amigo do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o deputado Fausto Figueira também lista as qualidades de Tarso, mas critica seu desempenho à frente do partido. Para ele, Tarso foi desagregador ao assumir a presidência do PT. “O cargo de coordenador e antítese do que ele foi dentro do PT”, afirmou o deputado. “Para mim, é uma página virada. Desastrosa, mas virada.”