Por Reinaldo Azevedo - Primeira Leitura
"Vocês se lembram, não é?, do que observamos aqui desde o começo: não só as pegadas do Ministério da Justiça apareciam em todo esse imbróglio do caseiro, como havia, afirmamos, a marca de um bom criminalista nas versões que se armaram depois.
Mais ainda: quando se dava como certo um confronto entre Antonio Palocci e Márcio Thomaz Bastos, desconfiamos de novo. Muito ao contrário: o que se via era a repetição de uma conhecida estratégia de defesa. Os envolvidos pararam de negar que tivesse havido a invasão do sigilo e se concentraram na negativa de que fossem os responsáveis pelo vazamento. Como se disse aqui, havia um nariz de ouro em todo o enredo. O Ministério da Justiça solta agora uma nota contestando a Veja (leia abaixo).
É uma contestação até engraçada. O ministro, como se vê, não tem como negar a reunião. A pergunta que fica: o que diabos ele teria ido conversar, naquele dia, justamente com Antonio Palocci, Jorge Mattoso e o advogado Arnaldo Malheiros? Ele responde: “aspectos genéricos da questão”. Hein? Ninguém tem a menor idéia do que isso quer dizer. No governo Lula, tudo é possível. Mas o fato é que Bastos não tem condições de permanecer mais meia hora no Ministério da Justiça. Antes já me despedi dele (leiam texto).
Vou me despedir de novo: “Ciao, Bastos!” Há uma hora, ministro, em que é preciso se mancar. Fim da linha."