Do ex-presidente Itamar Franco sobre o encontro de 20 minutos que teve hoje em Juiz de Fora, interior de Minas Gerais, com Anthony Garotinho, que ganhou a prévia do PMDB para ser candidato à sucessão de Lula:
- Ele me perguntou se sou candidato e eu disse que sim. Eu perguntei e ele também disse que sim. Então por que a gente vai ficar amassando barro?
Antes de se reunir com Garotinho, Itamar havia recebido o ex-ministro José Dirceu. "Foi uma visita de cortesia", segundo Itamar.
Quer dizer: Dirceu voou de São Paulo para Juiz de Fora com escala no Rio de Janeiro só para fazer uma visita de cortesia ao ex-presidente. Devem ter trocado idéias sobre a conjuntura política - mas só de passagem. Nada sério.
Brincadeira!
Itamar não aspira a ser candidato à sucessão de Lula pelo PMDB. Ele quer ser candidato ao Senado pelo PMDB com apoio do PSDB do governador Aécio Neves ou com o apoio do PT de Lula. Se ambos quiserem apoiá-lo, tanto melhor.
Sob influência do ex-governador Newton Cardoso, o PMDB mineiro resiste à candidatura de Itamar ao Senado. Então Itamar atira mais em cima para tentar acertar mais embaixo.
Ao se lançar candidato a presidente, presta também relevante serviço a Lula e a um grupo de caciques do PMDB. Lula quer ver Garotinho pelas costas por que ele lhe subtrai votos entre os evangélicos e os eleitores mais pobres.
Caciques do PMDB querem detonar Garotinho por que preferem que o partido não tenha candidato próprio a presidente. Sem candidato, o PMDB poderá se aliar nos Estados à direita e à esquerda para eleger governadores e deputados.
Em mais de uma dezena de Estados, a aliança natural do PMDB é com o PSDB e o PFL que apóiam Geraldo Alckmin para presidente. Se a candidatura de Garotinho vingasse, tal aliança iria para o espaço. É o que prevê a regra da verticalização.
Garotinho aposta no seu crescimento nas pesquisas eleitorais para forçar os caciques do PMDB a engoli-lo. De olho em uma vaga no Senado, Itamar é o ariete dos caciques para barrar o crescimento de Garotinho.
Lula agradece, comovido.
Fonte: Blog do Noblat
- Ele me perguntou se sou candidato e eu disse que sim. Eu perguntei e ele também disse que sim. Então por que a gente vai ficar amassando barro?
Antes de se reunir com Garotinho, Itamar havia recebido o ex-ministro José Dirceu. "Foi uma visita de cortesia", segundo Itamar.
Quer dizer: Dirceu voou de São Paulo para Juiz de Fora com escala no Rio de Janeiro só para fazer uma visita de cortesia ao ex-presidente. Devem ter trocado idéias sobre a conjuntura política - mas só de passagem. Nada sério.
Brincadeira!
Itamar não aspira a ser candidato à sucessão de Lula pelo PMDB. Ele quer ser candidato ao Senado pelo PMDB com apoio do PSDB do governador Aécio Neves ou com o apoio do PT de Lula. Se ambos quiserem apoiá-lo, tanto melhor.
Sob influência do ex-governador Newton Cardoso, o PMDB mineiro resiste à candidatura de Itamar ao Senado. Então Itamar atira mais em cima para tentar acertar mais embaixo.
Ao se lançar candidato a presidente, presta também relevante serviço a Lula e a um grupo de caciques do PMDB. Lula quer ver Garotinho pelas costas por que ele lhe subtrai votos entre os evangélicos e os eleitores mais pobres.
Caciques do PMDB querem detonar Garotinho por que preferem que o partido não tenha candidato próprio a presidente. Sem candidato, o PMDB poderá se aliar nos Estados à direita e à esquerda para eleger governadores e deputados.
Em mais de uma dezena de Estados, a aliança natural do PMDB é com o PSDB e o PFL que apóiam Geraldo Alckmin para presidente. Se a candidatura de Garotinho vingasse, tal aliança iria para o espaço. É o que prevê a regra da verticalização.
Garotinho aposta no seu crescimento nas pesquisas eleitorais para forçar os caciques do PMDB a engoli-lo. De olho em uma vaga no Senado, Itamar é o ariete dos caciques para barrar o crescimento de Garotinho.
Lula agradece, comovido.
Fonte: Blog do Noblat