O juiz José Pedro Eckert autorizou nesta terça a quebra do sigilo bancário de três entidades envolvidas na invasão da propriedade de Aracruz em Barra do Ribeiro no dia 8 de março. O pedido havia sido feito pelo Ministério Público (MP) Estadual, e as três organizações são ligadas à Via Campesina.
O juiz também instaurou processo contra as 37 pessoas denunciadas pelo MP por participação no ataque ao viveiro e ao laboratório da Aracruz. Entre os denunciados estão João Pedro Stedile, um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e quatro estrangeiros, três deles residentes no Exterior e com posições de comando na Via Campesina.
As entidades que terão o sigilo bancário quebrado são a Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Região Sul do Brasil, a Associação Nacional das Mulheres Camponesas e a Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Estado, todas envolvidas no ataque de Barra do Ribeiro. Flávio Vivian, da coordenação estadual da Via Campesina, afirmou que a denúncia do Ministério Público é baseada apenas em suposições e em hipóteses sem consistência.
Fonte ClicRbs