Conforme notícia publicada no site do Jornal O Minuano de Bagé, no dia 05/04, uma sentença do Juiz Singular, Marcos Danilo Edon Franco, da 2ª Vara Criminal condenou à pena de nove anos de reclusão em regime fechado 2 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - MST, e há seis anos, com direito ao recurso em liberdade, mais um.
Todos são acusados de envolvimento na invasão da Fazenda Capivara, ocorrida em 12 de agosto de 1999, no Município de Hulha Negra, mas só os dois primeiros teriam liderado a mobilização.
As acusações contra eles eram de invasão a mão-armada, cárcere privado contra funcionários do estabelecimento, vandalismos e atrocidades, promovidas pelo representante do Ministério Público, Roberto Figueiró, tendo na assistência os advogados Diogo Duarte e Rodrigo Duarte.
Naquela oportunidade um grupo de aproximadamente 400 famílias invadiu a Fazenda, considerada pelo MST como improdutiva e passível de desapropriação para efeitos de reforma agrária. O fato gerou uma grande polêmica e os produtores reagiram com mobilizações e ações na Justiça e vigília, até obterem a reintegração de posse ao proprietário Uverfil Echevarria.
Alegando viver pressionado pelos colonos assentados na vizinhança a quem acusava pela provocação de um clima de insegurança, Echevarria acabou decidindo vender a propriedade para o Estado e para governo Federal, a qual, no ano de 2001, se transformou num assentamento para 129 famílias, administrado pelo Gabinete de Reforma Agrária do Governo do Estado e pelo Incra.
Para o advogado Rodrigo Duarte essa foi uma das primeiras vitórias em âmbito nacional no que se refere ao MST em termos de identificação e condenação. Ele disse que um dos integrantes do Movimento foi absolvido por falta de provas.

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