O Ministério das Relações Exteriores inicia em instantes o Pregão Eletrônico nº 010/2006 permeado de suspeitas. A licitação é para contratar uma empresa de eventos que atenda o Itamaraty pelos próximos cinco anos, ao custo anual de R$ 6 milhões. O edital é confuso e as planilhas de custo-referência parecem ter sido elaboradas por pessoas que não sabem fazer contas de somar: as totalizações chegam a ser várias vezes inferiores a alguns custos unitários. Procurado por representantes de cerca de duas dezenas de empresas inscritas, o pregoeiro do Itamaraty, Eduardo Martins, não soube explicar as falhas nem como chegou a tais valores, mas as concorrentes não acreditam em tanta incompetência: desconfiam que tudo não passa de manobra para beneficiar uma delas - certamente a única que compreenderá as distorções e apresentará preços e planilhas muito próximas daquelas exigidas no edital.
Fone: Cláudio Humberto

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