Abaixo, trechos da entrevista de Anthony Garotinho à Folha de S. Paulo, hoje:
Folha - Como o sr. viu a reunião entre Itamar Franco e José Dirceu, antes do encontro com o sr., que tomou o triplo do tempo?
Garotinho - Itamar deixou claro que não conversou sobre política. Disse que recebeu Dirceu como amigo pessoal. Não posso comentar uma reunião privada. Amigo cada um escolhe quem quer.
Folha - Itamar é o candidato do Dirceu?
Garotinho - Não acredito que ele se preste a esse papel. Mas, se é verdadeira a tese da candidatura de Itamar servir aos interesses do PT, o PMDB certamente terá clareza sobre isso e não se deixará ser usado. Resistirá. Desde dezembro de 2004 estamos numa luta contra as manobras do PT no PMDB. É uma corrida de obstáculos. Há um grupo resistente no PMDB. Se for verdadeira a tese de que o patrocinador da candidatura Itamar é Dirceu, o chefe do mensalão, o PMDB não vai aceitar isso.
Folha - O sr tem conversado com o Alckmin. Há chance de aliança?
Garotinho - Ele é boa gente, mas essa conversa é para ter no segundo turno.
Folha - O sr. poderia participar de um governo do Alckmin?
Garotinho - De jeito nenhum. Não quis participar no do Lula.
Folha - Como o sr. viu a reunião entre Itamar Franco e José Dirceu, antes do encontro com o sr., que tomou o triplo do tempo?
Garotinho - Itamar deixou claro que não conversou sobre política. Disse que recebeu Dirceu como amigo pessoal. Não posso comentar uma reunião privada. Amigo cada um escolhe quem quer.
Folha - Itamar é o candidato do Dirceu?
Garotinho - Não acredito que ele se preste a esse papel. Mas, se é verdadeira a tese da candidatura de Itamar servir aos interesses do PT, o PMDB certamente terá clareza sobre isso e não se deixará ser usado. Resistirá. Desde dezembro de 2004 estamos numa luta contra as manobras do PT no PMDB. É uma corrida de obstáculos. Há um grupo resistente no PMDB. Se for verdadeira a tese de que o patrocinador da candidatura Itamar é Dirceu, o chefe do mensalão, o PMDB não vai aceitar isso.
Folha - O sr tem conversado com o Alckmin. Há chance de aliança?
Garotinho - Ele é boa gente, mas essa conversa é para ter no segundo turno.
Folha - O sr. poderia participar de um governo do Alckmin?
Garotinho - De jeito nenhum. Não quis participar no do Lula.