De Rogério Buratti, ex-assessor de Palocci, em entrevista à Folha de S. Paulo, hoje:

Folha - O caseiro Francenildo diz que viu o sr. e Palocci jogando tênis na "casa do lobby". Isso ocorreu?
Buratti - Ocorreu uma vez, num sábado. Estávamos eu, Ralf [Barquete, ex-assessor de Palocci morto em 2004] e Palocci.

Folha - Quantas vezes o sr. encontrou o ex-ministro naquela casa?
Buratti - Três vezes, no máximo.

Folha - Que tipo de assunto o sr. e Palocci discutiam na casa?
Buratti - Assuntos gerais, principalmente de Ribeirão Preto. Ele queria ouvir o que estava acontecendo. E a mim interessava, como representante da Leão Leão, verificar a possibilidade de participar de obras ou de projetos do governo, no que, infelizmente, nunca obtive êxito.

Folha - O sr. sabe que empresas tiveram sucesso nessa empreitada?
Buratti - Até o ponto que acompanhei o movimento da casa nenhuma empresa tinha tido êxito nos negócios com o governo federal. Tinha o Roberto Carlos Kurzweil, da REK. Tinha a Procomp, por meio do Ruy [Barquete], que utilizava a casa não para negócios da Procomp, mas como um ponto de apoio pessoal. Tinha os negócios do José Roberto Colnaghi [empresário em cujo jatinho Palocci pegou carona], que não tinham prosperado. Não era a intenção da casa ser um ponto de lobby, como dizem agora.

Folha - Qual era a intenção?
Buratti - Ser um ponto de apoio para empresários que buscavam, legitimamente, atividades comerciais em Brasília. Não se formou a casa para fazer atividades ilícitas e, até onde eu sei, e tenho a convicção de que sei muito sobre essa casa, não houve nenhum tipo de negócio ilegal, não houve festas. A casa foi um erro. O objetivo não foi atendido, só deu problema.

Folha - O caseiro contou ter visto festas com garotas de programa.
Buratti - As pessoas que freqüentavam a casa à noite, como amigos, levavam acompanhantes boa parte das vezes. Isso não significa que havia festas e que as festas tinham objetivos comerciais. Essa foi uma das grandes dificuldades para admitir a existência da casa. Acabou parecendo que era a casa dos prazeres. Cada pessoa que tem atividades em Brasília e quer receber uma acompanhante não precisa ter uma casa. Essa atividade que o Francenildo disse haver certamente deve ter havido. Duas, três ou quatro pessoas que levaram umas meninas para a casa... Atividades que não são comerciais, são particulares.

Folha - Isso não tinha a ver com lobby? Quem pagava as garotas?
Buratti - Cada pessoa que freqüentava a casa e resolvia levar uma garota de programa ou não para dentro da casa se responsabilizava pelo pagamento da garota. Na verdade, está sendo revelada por meio da casa uma atividade cotidiana em Brasília. As meninas que freqüentavam aquela casa hoje continuam freqüentando outros lugares em Brasília e fazendo a mesma coisa. Não existe um antes e depois da "casa do lobby".

Folha - O sr. já disse que pagava parte das despesas da casa com a verba que recebia da Leão Leão. Que outras empresas ajudavam a sustentar a casa?
Buratti - Todas as empresas que usaram a casa devem ter contribuído. Acredito que a REK possa ter contribuído, acredito que a Procomp possa ter contribuído, as empresas do Colnaghi."

Fonte: Blog do Noblat

NOTA DO MAX: DO JEITO QUE FALA BURATTI ERA PIOR QUE A CASA DA MÃE JOANA, CADA UM ENTRA A HORA QUE QUER E LEVA QUEM QUER! E EU TENHO QUE ACREDITAR QUE NÃO HAVIA NEGOCIATAS LÁ DENTRO!!

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