O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, começa oficialmente sua campanha nesta segunda-feira, em Brasília. Ele deve encontrar-se com o senador Tasso Jereissati, presidente do partido, e outros tucanos na sede do PSDB, para discutir o início da montagem dos palanques com aliados no Brasil e a organização de uma "reação interna" para criar uma blindagem em torno da candidatura.
Alckmin deve anunciar também o nome do senador Sérgio Guerra (PE) como coordenador político da sua campanha. "Está tudo praticamente certo para que o coordenador seja mesmo o Sérgio Guerra. O martelo deve ser batido em Brasília", disse um dos assessores mais próximos do ex-governador.
O ex-governador nunca se opôs a essa opção, mas existia uma certa resistência, segundo os seus interlocutores, porque os dois não tinham contatos estreitos, o que parece já ter sido superado. Além de uma coordenação-geral, os tucanos querem montar uma estrutura nos Estados, a partir da escolha de coordenadores regionais da campanha.
Alckmin já avisou que será econômico na campanha rumo ao Planalto. Além de ter a fama de "mão fechada", o ex-governador não quer abrir margem para suspeitas sobre seus gastos, principalmente pelo fato de a campanha deste ano ocorrer na esteira de um grande escândalo de caixa 2. "Viagem, só em vôo de carreira", disse Alckmin na semana passada.
Além de evitar o aluguel de jatinhos para a campanha, Alckmin também avisou que em Brasília ficará hospedado no apartamento de um primo. Em São Paulo, o local do quartel-general da campanha presidencial do PSDB ainda não foi definido. Provisoriamente, será usada, a partir de hoje, a estrutura do diretório estadual do partido.
Fonte: Veja online