Enquanto Lula está às voltas com uma crise que custou a cabeça de Antonio Palocci, o ministro mais importante do governo, Geraldo Alckmin acaba de ganhar um vistoso palanque no Distrito Federal. O governador de Brasília, Joaquim Roriz, estrela do PMDB, disse ao blog que decidiu apoiar o candidato do PSDB à presidência da República. É a primeira liderança de peso do PMDB a formalizar apoio a Alckmin.

A decisão de Roriz abre um dique na pré-candidatura peemedebista de Anthony Garotinho. Joga água também na fervura da articulação do grupo governista do PMDB que, sob a liderança dos senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP), tenta arrastar o partido para o lado de Lula.

Afora o efeito político que irá provocar, o gesto de Roriz deve render dividendos eleitorais para Alckmin. Personagem controverso no meio político, o governador é dono de índices de popularidade incontroversos. De acordo com o instituto brasiliense Soma, os índices de aprovação de seu governo roçam a casa dos 80%. Para o Ibope, beiram os 70%.

A exemplo de Alckmin, Roriz deixa o governo nesta semana. Embora ainda não admita, vai disputar uma cadeira no Senado. Entra na disputa como favorito. Seu apoio é disputado por nada menos que quatro candidatos ao Palácio do Buriti, a sede do governo brasiliense: o senador Paulo Otavio e o deputado José Roberto Arruda, do PFL; além do deputado Tadeu Filipelli e do ex-ministro do STF Mauricio Corrêa, do PMDB.

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