O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), até agora um dos dois únicos cassados por causa dos esquemas de corrupção do PT no governo Lula (ao lado de José Dirceu), voltou a atacar. Em entrevistas para o jornal O Estado de S. Paulo, ele diz: O lulismo é um fenômeno paulista muito parecido com o malufismo, ou com o ademarismo. É daquele tipo rouba, mas faz. Esse mensalinho do pobre, cesta básica, renda mínima, acerta muito o eleitor do grotão. O PT deixou de ser partido da opinião pública para ser o partido dos grotões, por causa do assistencialismo. Também falou de eleição: Na minha opinião, o PTB não deveria apoiar ninguém, para evitar racha. Mesmo que a verticalização acabe, não vamos apoiar nenhum candidato à Presidência. E foi muito preciso sobre Paulo Okamoto, o misterioso sindicalista petista que paga tudo quanto é conta: "É um tapa-buraco. Esse Okamotto é o Fiat Elba do Lula. Collor caiu por causa de um Fiat Elba. A ligação pessoal com o presidente Lula se dá através do Okamotto. Ele é o Fiat Elba, é o elo. Se quebrar o sigilo dele, a coisa pode ficar muito ruim para o presidente Lula. Pode aparecer que ele recebeu dinheiro não de sua conta, que não pagou da conta pessoal, mas da conta que ele atravessou. Ele é o Fiat Elba, o elo perdido. E esclareceu sobre o papel de Dimas Toledo na diretoria de Furnas: Fiz um acerto com o ex-ministro Dirceu de dividir entre PT e PTB o rendimento que Dimas pudesse operacionalizar em Furnas. Quem insistiu para tirar Dimas foi Lula". Assim eles agiam para controlar o País. E enganar a sociedade brasileira.
Ainda sobre o presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, o pagador de conta de Lula, diz a revista Veja: A generosidade de Paulo Okamotto parece não ter fim. Em 2002, ele pagou uma dívida de 26.000 reais contraída pela filha do presidente Lula, Lurian Cordeiro Lula da Silva, conforme revelou VEJA na semana passada. Em 2003, saldou a primeira parcela de um débito do próprio Lula, no valor total de 29.000 reais. Em 2004, quitou a dívida do presidente e doou ao então candidato a prefeito de São Bernardo do Campo pelo PT, Vicentinho, 24.800 reais. A prodigalidade do amigo de Lula é só um dos aspectos curiosos que envolvem essas doações. Um outro é que nenhuma delas foi declarada à Receita Federal, conforme manda a lei. Esse tipo de omissão, embora não configure crime fiscal, é uma infração sujeita a multa. Prestações de contas são um assunto perfeitamente familiar para Okamotto ex-tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da campanha presidencial petista de 1989. Além disso, ele costumava ser preciso em suas declarações de imposto de renda, como mostram os documentos referentes aos anos de 2002 e 2004, aos quais VEJA teve acesso. Na declaração de 2004, Okamotto chega a ponto de fazer constar um pagamento de modestíssimos 340 reais a um certo José Lázaro Henrique Júnior. Não faltam ao presidente do Sebrae, portanto, nem meticulosidade nem experiência em assuntos fiscais. É mais provável, portanto, que o motivo pelo qual ele omitiu as doações a Lula, Lurian e Vicentinho seja outro: elas saíram de um bolso que não o seu. A despeito do imenso coração que possa ter o amigo do presidente, ele está longe de ser um milionário daqueles que podem sair por aí distribuindo milhares de reais aos amigos.
Em 2004, Okamotto ganhou ao todo 282.400 reais, segundo informou ao Fisco. Naquele ano, pagou a segunda parcela da dívida de Lula (no valor de 17.000 reais) e fez a doação de 24.800 reais a Vicentinho em material de campanha. A soma dessas bondades equivale a 15% de tudo o que recebeu no período. Em 2002, a situação foi mais surpreendente. Okamotto ainda não era presidente do Sebrae e declarou ter recebido, de janeiro a dezembro, um total de 45.600 reais. A dívida paga em nome de Lurian, no valor de 26.000 reais, representa, portanto, mais da metade de tudo o que o petista ganhou no ano". Não é uma maravilha esse Okamoto. Quem não quer ter um Okamoto para pagar suas dívidas?
Fonte: Videversus