O PT deu mais um tiro no pé nesta segunda. O senador Tião Viana (PT-AC) achou que daria uma de esperto e pediu a quebra dos sigilos do caseiro Francenildo da Costa Santos.

- Quero saber a verdade, disse.

Balela. O PT quer intimidar a oposição e insinuar uma ligação com o caseiro que afirmou ter visto Palocci "umas 10 vezes" na mansão da "República de Ribeirão Preto".

O tiro saiu pela culatra. A represália veio de imediato. Pegou o amigo e o filho do presidente da República. E foi comandada pelos senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), José Agripino (PFL-RN), Arthur Virgilio (PSDB-AM) e Antero Paes de Barros (PSDB-MT).

Os três primeiros apresentaram um requerimento para quebra do sigilo de Paulo Okamoto. O amigo de Lula que quitou uma dívida de quase R$ 30 mil do presidente com o PT. A CPI dos Bingos não consegue acesso aos sigilos por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Agora, a oposição usou o plenário para pedir a quebra do sigilo e o assunto vai parar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Mas o troco maior atingiu o filho de Lula. "Lulinha", como é conhecido, recebeu apoio financeiro da Telemar que pode chegar a R$ 15 milhões para a Gamecorp, empresa de video-games da qual é sócio.

O senador Antero pediu a quebra de seu sigilo bancário. Pode não dar em nada. A briga ainda vai parar na CCJ.

Mas o PT entendeu o recado.

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