Por Rosane de Oliveira na Zero Hora de hoje:
Foi no dia 14 de março que o governador Germano Rigotto perdeu a prévia não-oficial realizada quatro dias depois. Nesse dia, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conseguiu emplacar a fórmula que daria a vitória a Anthony Garotinho mesmo fazendo cerca de 2,5 mil votos menos do que Rigotto.
Em resposta a uma das muitas consultas ao partido sobre como seria feita a contagem dos votos nasceu o Ato número 5, publicado no Diário Oficial da União no dia seguinte com as assinaturas de Cunha, do presidente do PMDB, Michel Temer, e do deputado gaúcho Eliseu Padilha, membros da Comissão de Recursos. A armadilha que derrubou Rigotto estava explícita no item 18 do documento.
Padilha diz que tentou se insurgir contra a fórmula, mas foi contestado por Eduardo Cunha.
- As regras foram definidas lá em setembro e referendadas em fevereiro. Vocês estão querendo mudar agora - teria dito Cunha.
Michel Temer concordou que não havia mais nada a fazer e o documento foi para o Diário Oficial. Padilha encaminhou uma cópia para o diretório estadual do PMDB, que o recebeu no dia 16 de março, às 17h50min, e foi acompanhar Rigotto em viagens de campanha pelo país.
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