O ministro Antônio Palocci (Fazenda) jogou a toalha: abatido e vencido, ele foi ao Palácio do Planalto para entregar o cargo ao presidente Lula. Não é a primeira vez que ele faz isso desde que eclodiu o escândalo suscitado pelo depoimento do caseiro Francenildo Costa, o "Nildo", revelando sua presença constante na mansão do lobby, em Brasília. O caso se agravou com a quebra ilegal do sigilo bancário de "Nildo", numa tentativa desesperada do Palácio do Planalto de desacreditar o caseiro.
Contudo o presidente Lula resiste ao novo pedido de demissao, apresentado agora há pouco, alegando que isso faria da oposição a vitoriosa na crise política que se abate sobre o governo. O ministro da Fazenda está muito abatido, mas disse a um amigo, ao telefone, quando se dirigia ao Palacio do Planalto, que só um sentimento o tomava no começo da noite desta quarta-feira: "raiva, muita raiva". Alega que nada vale o que ele e sua família estão passando, neste momento, e considera que o envolvimento de subordindos seus, da Caixa, na quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro, torna a sua situação "insustentável". Porém, Lula também avalia que a demissão de Palocci tornaria ainda mais frágil a posição do governo, abrindo caminho para o que ele mais teme: a convocação do filho Lulinha para depor na CPI dos Bingos.

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‏قال Ronymaru.
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