Em seu depoimento na Corregedoria do Senado, o caseiro Francenildo Santos Costa confirmou que esteve na Casa três vezes. A primeira delas foi para um encontro com o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT). A segunda, no dia 16 de março, para depor na CPI dos Bingos. E a última, nesta terça, para prestar esclarecimentos aos corregedores. Francenildo contou que, levado por um colega, procurou o senador tucano para falar-lhe sobre as idas de Antonio Palocci à mansão em Brasília alugada por ex-assessores seus. De acordo com o caseiro, o Paes de Barros quem o aconselhou a procurar o jornal O Estado de São Paulo para revelar o que sabia. O caseiro disse ter se assustado quando, apontado pelo motorista Francisco das Chagas Costa como uma das pessoas que poderia confirmar a ida de Palocci à mansão do Lago Sul, seu nome apareceu nos jornais, e a Polícia Federal o procurou. Ele teria solicitado, então, ajuda de um corretor de imóveis, Gustavo, que o teria apresentado a um amigo de nome Enéas, que, por sua vez, conhecia o senador. Francenildo afirmou que a reunião entre com o tucano aconteceu no dia 10 de março, mas Paes de Barros não teria acreditado muito na sua história e chamado a repórter Vera Rosa, do Estado, para ouvir o seu relato. Encerrado o depoimento, o advogado Wlício Chaveiro Nascimento, disse que é “imaginação” pensar que houve algum tipo de orientação para que seu cliente fizesse acusações ao ex-ministro da Fazenda. “Se houve conspiração, foi conspiração divina”, afirmou o advogado.

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