O trotskista gaúcho Jorge Matoso, que é amigo do argentino Felipe Belisario Wermus, de alcunha Luis Favre, marido de Marta Suplicy, contou tudo na Polícia Federal. Ele disse que tudo se passou na noite do dia 16 de março, quinta-feira, em Brasília. Ele disse que estava jantando em um restaurante de Brasília, quando soube por meio de Ricardo Schumann, seu assessor, que a conta-poupança do caseiro Francenildo dos Santos Costa tinha registrado "movimentações atípicas". O trotskista Matoso ainda vai ter que explicar o que considera ser "atípico". Será que atípico não cabe a Paulo Okamoto, que pagava contas do presidente da República? Outra coisa: esse "assessor" Ricardo Schumann, na verdade foi contratado por Matoso como "consultor". Ele é um quadro estranho à Caixa Econômica Federal. Precisa ser demitido imediatamente. Diz Matoso que deu ordem, então, para que fosse tirado um extrato da conta do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Relembrando: nesse dia, o caseiro tinha ido depor na CPI dos Bingos. Depôs durante 40 minutos e foi impedido de continuar por uma liminar conseguida no Supremo Tribunal Federal pelo senador Tião Viana. Do Senado, Francenildo seguiu para a Polícia Federal, para ser inscrito no programa de Proteção às Testemunhas. Enquanto estava lá, os altos poderes da república petista jogavam toda a estrutura do aparato de Estado contra ele, em uma inusitada e nunca vista agressão ao Estado de Direito, na autêntica calada da noite. Depois de ter recebido o extrato da conta do caseiro Francenildo, Jorge Matoso pegou o carro e foi até a casa oficial do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, no Lago Sul, levar os documentos. É inacreditável. Contando nem dá para acreditar. A baixeza moral e ética do PT é inexcedível. Mesmo essa historinha contada por Matoso parece implausível e cheia de buracos, como um queijo suíço. Como é que um presidente de instituição como a Caixa Econômica Federal manda abrir a conta de um correntista, por mais pobre que seja, que nesse mesmo dia tinha dado um pedaço de depoimento demolidor contra seu "chefe", o ministro da Fazenda? O que Matoso tem na cabeça? Palha? Se a Polícia Federal intimou Matoso para depor, e ele foi lá, agora precisará intimar Antonio Palocci para depor, e indiciá-lo no mínimo pelos mesmos crimes, porque foi o mandante.
Fonte: Vide Versus