Saiu a liminar a favor dos governistas do PMDB. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal, concedeu há pouco a liminar que suspende as prévias do partido marcadas para domingo.

O presidente do PMDB, Michel Temer (SP), avisa que vai recorrer ainda hoje para tentar cassar a liminar. Advogados do PMDB estão no STJ para reverter a situação.

- Toda vez que o PMDB vai ao STJ ganha. Mas quando chega no Vidigal, perde, disse Temer há pouco ao repórter do
blog do Noblat, Leandro Colon.

O principal articulador do pedido de liminar foi o senador José Sarney (PMDB-AP), ligado a Edson Vidigal.

Leia abaixo trecho da decisão de três páginas do presidente do STJ:

"Desta forma, estando em pleno vigor a liminar concedida no RCL 1.770, não poderia a Executiva Nacional do PMDB imprimir efeito às deliberações tomadas naquela reunião de 12/12/2004 (...)

Por isto, num primeiro exame, própria desta fase procedimental, vejo caracterizados os requisitos necessários a autorizar a concessão da medida pleteada".
Para quem não recorda, O Minsitro Vidigal chegou ao STJ em 1987. Indicado por quem? Pelo próprio Sarney, então Presidente da República.

Em dezembro de 2004, aliás, Vidigal tentou ajudar Sarney e os governistas ao conceder liminar anulando a convenção realizada naquele mês.

Vidigal alegou que as decisões tomadas pelos oposicionistas na convenção de dezembro de 2004 que marcou as prévias não têm validade porque o próprio Vidigal concedeu liminar naquela época cancelando a convenção - os oposicionistas a mantiveram baseados em liminar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Os oposicionistas conseguiram, naquela data, manter a convenção amparados numa decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Desta vez, Sarney apelou novamente a Vidigal. E é óbvio que levou, conforme o Presidente do PMDB previra.
Aí é que fica escancarada a necessidade urgente de acabar com o poder do Presidente da República de indicar os ministros para os Tribunais Superiores. Minimizar esse vínculo de dependência entre pessoas e destas com os poderes, é o mínimo que deve exigir a sociedade para que possa exercer a democracia na sua plenitude.

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