O site do muito bem informado jornalista Cláudio Humberto (www.claudiohumberto.com.br) passou a informar, no início da madrugada de hoje, que a demissão do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, passou a ser iminente, pode ocorrer a qualquer momento. Pego na mentira pela segunda vez, a sua credibilidade ficou irremediavelmente abalada, e restabeleceu a intensidade da crise política, bem quando o presidente Lula está ensaiando o lançamento de sua reeleição, e já fazia campanha sozinho. Palocci deve deixar o cargo porque o que ficou abalado mesmo foi a estabilidade emocional de sua família. Descobrir que o marido e pai freqüentava festas de embalo, e era esperado por garota de programa, com isso sendo dito em transmissão de televisão para o País inteiro, é de desestabilizar qualquer família. O mercado financeiro, ontem, também já deu mostra evidente que a eventual queda do ministro Antonio Palocci não causará não sequer uma marola. Desde ontem, o Palácio do Planalto acionou interlocutores junto ao Ministério Público paulista para tentar alcançar um acordo, pelo qual não será solicitada a prisão de Antonio Palocci, após sua demissão do Ministério da Fazenda, no curso das investigações da roubalheira registrada na prefeitura de Ribeirão Preto, durante sua gestão, especialmente na área do lixo. Em qualquer prefeitura do PT, o lixo é uma grande preferência do partido, porque aí estão os grandes contratos das administrações municipais brasileiras. Para se comprovar isso, basta ver as administrações do PT em Porto Alegre. A gestão do lixo nos 16 anos contínuos de administração petista esteve nas mãos do mesmo dirigente, Darci Barnech Campani, por 13 anos. A especialidade das gestões dele era a de promover contratações sem licitação, fazer contratações emergenciais, que permitiam ele var os preços dos serviços. Finalmente, ele foi condenado, em última instância, pelo Tribunal de Contas do Estado, a devolver cerca de um milhão de reais ao tesouro da capital gaúcha. Foi condenado por improbidade administrativa. Agora está denunciado por crime de improbidade (esfera penal) pelo Ministério Público gaúcho.
Fonte: Videversus