Na sexta-feira, a grande maioria das 23 escolas estaduais tiveram aulas normalmente. Conforme o coordenador da 13ª Coordenadoria Regional de Educação, João de Deus Galvão, a estimativa de ontem é de que 95% dos professores tenham paralisado suas atividades e aderido à greve. A explicação está no fato de que as direções das escolas tenham preferido se reunir com os professores este final de semana para tratar da possibilidade de greve. Sendo assim, um número oficial deve ser emitido somente na segunda-feira. Os professores pedem um reajuste de 28%, mais correções de 8,69, no entanto, o governo do Estado prevê uma proposta de reajuste somente para o mês de maio.Ontem em Bagé, somente os professores da Escola Estadual Frei Plácido não trabalharam. Conforme a diretora, Ana Margarida Brasil, todos os professores pararam suas atividades para que pudessem chegar a um entendimento e posicionamento oficial da escola. Durante a manhã de hoje, os 47 professores da Escola Frei Plácido participam de uma reunião que definirá a posição dos professores e também da escola em relação à greve. O contrário aconteceu na Escola São Judas, onde todos os professores seguiram suas atividades normais e afirmam não paralisar suas tarefas. De acordo com a diretora, Helenara Garcia Amaral, a decisão de não entrar em greve foi tomada durante a reunião geral dos professores, realizada dia 1º de março. Segundo ela, a greve seria inoportuna e inócua, tendo em vista que se trata de um ano eleitoral. “O magistério tem que estar coerente e se conscientizar de que precisamos de negociação e não de radicalização”, definiu a diretora.
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Fonte: Jornal O Minuano de Bagé

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