Escrito por Eduardo Sefrin Martins:
Gostaria aqui de traçar um paralelo sobre dois casos envolvendo culturas religiosas opostas: o cristianismo e o mundo islâmico.
Começo citando o evento que se sucede no Afeganistão. País de origem islâmica, mas que não proíbe o cristianismo, está julgando Abdur Rahman. O motivo: converteu-se ao cristianismo. A pena: morte, mesmo não sendo proibido o cristianismo, como já foi citado.
Rahman tornou-se cristão após ter trabalhado para uma organização humanitária em Peshawar. Países como EUA e o Reino Unido exigem que o julgamento seja suspenso em nome da liberdade religiosa, mas clérigos conservadores afegãos, que detém bastante poder, querem a aplicação da sharia, lei islâmica que prevê a morte para o apóstata. O novo cristão está preso em uma penitenciária de segurança máxima, e, caso o processo seja extinto, os clérigos ameaçam incitar a população para matarem Rahman. ( Notícia extraída da Folha de São Paulo)
O que me aguça a curiosidade é o seguinte: o que aconteceu com os líderes religiosos do mundo todo, que criticaram as charges Dinamarquesas pela falta de respeito ao povo islâmico? Onde estão as ondas de indignação pela liberdade de religião, e respeito às entidades religiosas, tão, violentamente, defendidas pelos povos islâmicos? Porquê o presidente do Irã agora não se pronuncia?
O que acontece, e já está enraizado na cultura do islã, é a intransigência acerca de tudo que lhe é diferente. Eles são os detentores da “verdadeira” religião e coitado daquele que divergir. Certamente servirá como objeto de mártires, que estão em busca de redenção em nome de Alá.
Isto posto, quero enviar o seguinte recado a todos os líderes religiosos cristãos do mundo: vamos incendiar embaixadas do Afeganistão; vamos mover passeatas em favor da liberdade de religião; vamor exigir desculpas do povo Afegão, principalmente desses radicais islãmicos; vamos às capas dos jornais expressar nossa indignação contra esses monstros que querem matar uma ovelha do nosso rebanho; vamos nos matar, como forma de protesto, e assim chegaremos ao céu e sentaremos ao lado de Deus; sejamos mártires também. Vamos lançar aviões contra os prédios, destruir trens, lançar homens-bomba contra lugares públicos. POVO CRISTÃO: uni-vos em favor da ignorância dos homens.
Estou cansando de ouvir essa demagogia barata, usando o nome de Deus como razão para intolerância e violência. Pelos menos, os líderes muçulmanos poderiam ter a cara de pau do Bush e dizer: não gosto de Americanos porque tenho inveja deles. Vou matar geral, parafraseando o seqüestrador daquele ônibus no Rio de Janeiro, assim como o presidente americano tem feito no Iraque. Imaginem se fossemos inconsequentes ao ponto de revidar da mesma forma como somos agredidos: estava declarada a terceira guerra mundial, só que o nome seria o q eles adoram – 1ª Guerra Santa Mundial.

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