O secretário estadual da Educação, José Fortunati, reiterou ontem à tarde, em entrevista coletiva, que o governo não tem condições de conceder reajuste aos professores antes do mês de maio. Ele apelou ao 'bom senso' dos trabalhadores em educação para que concedam mais tempo ao Executivo e não deflagrem a greve a ser votada em assembléia no próximo dia 2, a partir das 13h30min, no Gigantinho, em Porto Alegre. Fortunati sustentou que o anúncio de um índice antes de maio seria uma irresponsabilidade devido ao desconhecimento dos cenários econômico e financeiro de 2006. O tempo reivindicado pelo secretário seria necessário para realizar um estudo das condições para a concessão de um índice que não comprometa a possibilidade de pagamento do governo.
O Cpers/Sindicato exige reposição emergencial de 28%, mais 8,69%, índices obtidos pelos poderes Legislativo e Judiciário. Conforme a presidente do sindicato, Simone Goldschmidt, cerca de dez dos 42 núcleos da entidade já optaram pela greve. Ela revelou que a dúvida se refere à data de início da paralisação. Alguns núcleos querem parar a partir de 2 de março, enquanto outros sugerem a segunda quinzena do mês. Em resposta às dificuldades alegadas pelo governo para conceder reajuste antes de maio, Simone afirma ter dados da Secretaria da Fazenda de estimativa de renúncia fiscal e arrecadação de ICMS. 'O Estado tem previsão, em 2006, de arrecadar R$ 19,7 bilhões, de ocorrer R$ 7,9 bilhões de renúncia fiscal e de despesas de R$ 5,7 bilhões com saúde, educação e segurança', citou. 'O Estado abre mão de valores superiores aos investimentos em serviços prestados diretamente à população', enfatizou.
Fonte: Correio do Povo
O Cpers/Sindicato exige reposição emergencial de 28%, mais 8,69%, índices obtidos pelos poderes Legislativo e Judiciário. Conforme a presidente do sindicato, Simone Goldschmidt, cerca de dez dos 42 núcleos da entidade já optaram pela greve. Ela revelou que a dúvida se refere à data de início da paralisação. Alguns núcleos querem parar a partir de 2 de março, enquanto outros sugerem a segunda quinzena do mês. Em resposta às dificuldades alegadas pelo governo para conceder reajuste antes de maio, Simone afirma ter dados da Secretaria da Fazenda de estimativa de renúncia fiscal e arrecadação de ICMS. 'O Estado tem previsão, em 2006, de arrecadar R$ 19,7 bilhões, de ocorrer R$ 7,9 bilhões de renúncia fiscal e de despesas de R$ 5,7 bilhões com saúde, educação e segurança', citou. 'O Estado abre mão de valores superiores aos investimentos em serviços prestados diretamente à população', enfatizou.
Fonte: Correio do Povo